
Pode parecer estranho, mas há vezes que eu odeio ter certeza. Ela corrói e eu procuro não pensar nela, deixá-la ali no canto. Mas este post non é sobre certeza, em si, é sobre um desabafo. Aconteceu ontem, exatamente, uma mudança radical, pra animar minha semana já razoavelmente agradável... [/ironia.
Tudo começou nessa semana de feriados. Eu odeio feriados, pelo simples fato que não se tira proveito nenhum deles e TODA semana com muitos feriados, dá merda.
Sexta feira foi meu aniversário, tudo errado aconteceu. Tudo. Tudo mesmo. Domingo Morgana salvou o dia, thank god. Segunda, duas pessoas se ausentaram. Sobramos eu e Andréia. Terça, o mesmo. Terça a noite eu ia pra Parmê com 46 pessoas (que resultou 4 que realmente foram), cheguei em casa e recebi vários scraps avisando que non dava. E um depoimento. "Passei pra noite, não dei tchau pq odeio despedidas" diz a pessoa que faz questão de dar beijinhos e abraços quando vai embora. "Tudo bem"
Primeiro, veio a tristeza e eu non me movi quis ficar em letargia, depois veio a raiva cega e eu apaguei o depoimento, e mandei um scrap SUPER bem humorado, depois veio a certeza: "Eu estou sofrendo a toa." E num diálogo comigo mesma, concluí:
"Você sente falta, ele non. Segue em frente." E eu me lembrei de quinta, quando ele veio aqui: Primeiro, quando o vi, senti raiva, achava que ele non vinha ele veio e eu me alegrei, me amaldiçoei mentalmente por esperar tanto de uma pessoa que não honra a palavra. Dependência é horrível. Depois, enquanto ele estava no pc, eu fui fazer unha, passei o dia calada, e ele questionou o pq.
Eu queria falar que senti falta dele pela semana. Eu queria falar que odiava ele por isso. Eu queria falar que me achava fraca. Eu queria falar que foi assim que eu me fodi da última vez. Eu queria falar que estava me acostumando com a ausência dele.
Eu queria falar que eu não demoro a me acostumar com tudo, mas me resumi a negar e dizer "nada".
Ele perguntou se eu queria que ele fosse embora, por um momento eu considerei a ideia, mas non falei nada. O dia passou normal, outra amiga veio pra cá. E ele foi embora depois da meia noite, a tempo de me dar parabéns. Eu nunca mais o vi.
Depois de ontem, eu vi que eu odeio isso pulsante chamado de coração, que tristeza também se mata ouvindo Slipknot, mas nesse momento eu quero curtir a fossa.
Não me entenda mal, non to triste por ele ter ido. Sei que ele também não está.
Estou triste pq eu, melhor que ninguém, sei que ele não se envolve com ninguém a ponto de procurar essa pessoa, o que não é meu caso.
Não sente falta, não se importa, não liga, don't care. Talvez sinta a vontade de ouvir alguma piadinha escorrendo veneno, mas vai parar por aí.
Já soube que ele anda pela cidade. Procurei saber o horário, mas non pra bater com ele por aí, pelo contrário, não sei o que eu falaria. Ou se ele me tratasse como uma estranha na rua. "Vamos marcar algo..." ele diria "é... vamos" eu responderia. E assim, até acabarmos apenas no "e ae, quanto tempo, tchau". Inevitável. E eu tenho certeza. Entende agora pq eu odeio ter certeza?
Eu sinto falta do tempo que eu andava com a Morgana. Realmente. Eu não tinha coração, era fria e agora eu sei pq.
Se machucar dói. E eu me machuco fácil. Muito fácil.
Quero meu gelo de volta. Vou ter meu gelo de volta.
I'm Ice Queen once again.
E o melhor é que você não vai saber disso.